8 de novembro de 2009

Orientação de Trânsito

...Ou sobre como chegar no Estádio.

Uma das questões básicas que o organizador de um evento deve se preocupar é sobre como o público chegará ao local do evento, no caso, o jogo de futebol.
O ideal é a comparação, e o aprendizado, com os grandes clubes europeus, aqueles que atingem taxas de ocupação média acima de 95% do estádio e fazem de um jogo de futebol um evento capaz de faturar em torno de 100 milhões de EUROS por ano. Mas me limito a comparar a orientação do Internacional com a do River Plate da Argentina, país vizinho com tantos problemas como o nosso, futebol em crise e tudo mais.
Esse é o do River Plate:
E isso o que a Diretoria do Inter divulgou, para conselheiros e credenciados:
E um texto, no site do Clube:
Onde está escrito qual é a rampa 1, 2, 3 ou 4? Nunca vi. Mas, de qualquer forma, é um detalhe perto do baixo nível do material divulgado e da falta de preocupação que o evento seja uma experiência agradável ao torcedor.

6 de setembro de 2009

Estádio de Pituaçu: é assim que não se faz.

O Estádio Roberto Santos, ou "Pituaçu", que será palco do jogo entre Brasil e Chile na próxima quarta (09/09), em Salvador(BA), é mais um exemplo de como um estádio de futebol não deve ser feito. A obra foi paga pelo Governo Estadual, o mesmo que é proprietário do "Fonte Nova", foi comandada pelo homem que, num país sério, poderia estar preso por causa daquela tragédia que causou a morte de 7 pessoas, o orçamento estourou em mais de 100%, sua concepção é retrógrada, e, para completar, se tudo der certo, em poucos anos esse estádio virará sucata. Afinal os atuais escombros da Fonte Nova, serão reconstruidos provavelmente com os mesmos erros do Pituaçu.
O RESPONSÁVEL
Raimundo Nonato Tavares da Silva, o ex-jogador Bobô, é o Diretor-Geral da SUDESB, órgam do Governo Bahiano responsável pelos estádios públicos do Estado da Bahia. Responde a processo movido pelo Ministério Público pela negligência que culminou com o desabamento de parte da arquibancada, risco que já era previsto pelos arquitetos e engenheiros do SINAENCO (aqui). Em 1ª instância, Bobô foi absolvido pelo Juiz José Reginaldo Costa Rodrigues Nogueira com o patético argumento de que "as condições aparentes na Fonte Nova não apontavam para um colapso ou um desabamento de sua estrutura", ignorando o que diziam os especialistas.
Quanto ao Estádio de Pituaçu, o que importa é a declaração de Bobô sobre o Estádio, segundo ele: "O investimento foi mínimo. As instalações já eram boas. O gramado é ótimo, por exemplo" – afirmou Bobô. A mesma reportagem declara que "Para receber os comandados de Dunga, o governo baiano realizou sutis modificações no estádio"(aqui).
Então, vamos às imagens que falam por si. O Estádio de Pituaçu era assim:

E assim:

Não foi "reformado", foi reconstruído (talvez digam que é "reforma" para não gastar com arquiteto, projeto e essas "bobagens" do mundo civilizado):

Agora está assim:

"Sutis" modificações? As instalações já eram boas? E, o "investimento foi mínimo"?
ORÇAMENTO ESTOURADO, E DAÍ? O DINHEIRO NÃO É MEU...
Apesar de Bobô declarar que o "investimento foi mínimo", a obra chegou a ser embargada e esteve parada por ter ultrapassado em mais de 100% o orçamento inicial. De R$ 22 milhões orçados, foram necessários mais de, pelo menos, R$ 55 milhões, segundo informações do próprio Governo (aqui). Tudo isso foi feito sem licitação, uma vez que a obra foi considerada "urgente", sem qualquer justificativa plausível.
É a farra com o dinheiro público, em um estádio que não foi feito para ser rentável, não obedeceu qualquer orientação moderna em sua concepção e, muito em breve, exigirá novas alterações (leia-se "dinheiro", para ter alguma utilidade). Aliás, meses após a inauguração do "moderno" estádio, já foram necessárias alguns "ajustes" para um simples jogo da Seleção (aqui).
CONCEPÇÃO RETRÓGRADA = PREJUÍZO
Os estádios de futebol construidos após meados dos anos 90 na Europa, passaram a ter foco em conforto e segurança do torcedor, objetivando transformar o jogo de futebol em um evento esportivo gerador de receitas para os Clubes. Foi com base nesses objetivos que foram editados diversos manuais como as recomendações da FIFA para construção e reforma de novos Estádios. Foi também com base nesses objetivos que os estádios modernos passaram a ter amplos espaços de circulação, bares e lojas capazes de incrementarem as receitas. O público deixou de ser algo "ameaçador" e perigoso que necessitava ampla distância do campo. Pelo contrário, a oferta de lugares próximos ao campo de jogo e boa visibilidade passaram a valorizar esses lugares que são os mais rentáveis financeiramente. Mas esse viés econômico de vender bons lugares privilegiados para assistir aos jogos de futebol sofre ampla resistência para aportar no Brasil, infelizmente.
No Estádio Roberto Santos, o Pituaçu, mantiveram uma falsa pista atlética, como em vários casos no país. A pista só serve para enfeite, não possui piso compatível com a prática do atletismo, nem mesmo é aberta para tal. Mas, por causa, dela e por um vício inexplicável nos estádios brasileiros, o público fica afastado em vários metros atrás do gol, porque são incapazes de fazer um estádio sem pista atlética, mesmo que essa nunca venha a ser utilizada. O que seriam bons lugares, com ótima visibilidade do campo, da grande área e do gol, como em diversas arenas européias, ficam afastados e acabam vendidos a preços menores, sob pena de ficarem vazios.
Além disso, o Estádio foi construido sobre um barranco, ou seja, não existe área de circulação interna, o que é um grande diferencial entre estádios modernos e antigos. Tudo é externo, tudo é na chuva ou no sol. Como se vê, o "novo" Pituaçu já nasce velho, sem qualquer inovação ou planejanto para ser um equipamento urbano mais que autosustentável, lucrativo. Mas tudo isso, tem prazo de validade.
FONTE NOVA
A Fonte Nova contrariava tudo que defendem gestores especialistas em estádios de futebol. De concepção velha, condições insalubres e precárias, cheio de infiltrações, era o Estádio com as melhores médias de público do país, graças à apaixonada torcida do Esporte Clube Bahia.
Logo após a tragédia de 25/11/2007, falava-se em implosão, mas os defensores da Fonte Nova venceram a batalha e ela será totalmente reconstruida. Quem fala em "reforma da Fonte Nova" está mentindo ou está mal informado. O Estádio será totalmente reconstruido, afinal o que está contaminado por infiltrações, mofo e ferrugem tem muito pouco para ser aproveitado em uma nova estrutura.
Mas o risco do Novo Fonte Nova é que ele está nas mãos das mesmas pessoas que o deixaram desabar, que deram prova cabal de sua incompetência e irresponsabilidade e que no novo Estádio Roberto Santos, o Pituaçu, mostraram que ainda não entenderam nada sobre o que é um estádio de futebol moderno, que vá além das recomendações mínimas da FIFA e seja rentável.

19 de julho de 2009

Estádio vazio = prejuízo

Além da chuva e do frio, o jogo entre Inter e Fluminense na última quarta (15/07) foi marcado para às 21hrs e 50 min. Isso porque a TV Globo decidiu transmitir o jogo para o Rio de Janeiro, no mesmo horário em que o Cruzeiro estaria disputando a final da princípal competição do continente. Claro, a Globo pensa com critérios econômicos, não esportivos. Já a CBF...

Enfim, o público no Beira-Rio não poderia ser diferente: 7.297 espectadores. Prejuízo total. Se fosse um país sério, isso seria uma vergonha. O fato de ser comum não poderia ser motivo de acomodação para os responsáveis.

A CBF não é digna do futebol brasileiro.

11 de julho de 2009

Exigências e recomendações técnicas da FIFA para estádios de futebol


Aos interessados no assunto, segue links para alguns documentos fundamentais para Estádios de Futebol:

- Recomendações e Exigências Técnicas para Estádios de Futebol(Pdf): (inglês) e (espanhol).

- Regulamento de Segurança para Estádios de Futebol (pdf): (inglês) e (espanhol).

3 de julho de 2009

Brigada Militar nos estádios. Até quando?

Em algumas oportunidades manifestei nesse Blog minhas críticas em relação a atuação da Brigada Militar nos estádios de futebol, locais em que ela não possui nenhuma qualificação para atuar. Não sabem orientar, dialogar, só sabem bater. Não sabem tratar os sócios e torcedores como "clientes" dos Clubes, porque não são treinados para atuar com o cidadão, mas com os bandidos, o "resto" da nossa sociedade subdesenvolvida. E ganham absurdamente mal para isso, frize-se.
Como cidadãos, podemos cobrar uma atuação mais decente, profissional e responsável por parte da Brigada. Mas isso custará treinamento e, conseqüentemente, dinheiro. Dinheiro Público. Para que? Não é, ou não deveria ser, responsabilidade de funcionários públicos da segurança PÚBLICA organizar FILAS, organizar ACESSOS, organizar, enfim, o contado com o público. Público que é dos clubes, SÓCIOS dos clubes (em muitos casos). São os clubes, Inter e Grêmio (para ficar por aqui) que convocam, que fazem lobby conjunto para que a Brigada atue em seus estádios, mesmo sabendo o que eles fazem quando exigidos: distribuem porrada. Cometem a violência que deveriam combater.

Abaixo os shows da Brigada Militar. Inicialmente o relato de um amigo, sócio colorado, que preferi não identificar, na final da Copa do Brasil em 1º de Julho de 2009. Depois o vídeo do "show" (com direito a ESPADAS!) no Estádio Olímpico nas Semi-Finais da Libertadores de ontem em 2 de Julho.
Eles determinam quem entra e quem sai dos estádios. Eles dão porrada em todos que estiverem pela frente, seja homem ou mulher, adulto ou criança. Tudo com a complacência, apoio e "LOBBY" dos dirigentes dos nossos Clubes.
"Boa" leitura.

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Relato de "Alessandro de F.", sócio colorado, ocorrido no Beira-Rio
"Eu estava na superior acompanhado do meu irmão, em virtude da lotação, ficamos em pé junto a mureta. Aos 15 do segundo um tempo um policial do BOE me abordou me ordenando que eu me retirasse do local, tentei argumentar que, juntamente com centenas de pessoas, eu estava ali por não ter simplesmente aonde ir para ver o jogo. Toda e qualquer tentativa de arrazoar com o policial era respondida com um "sai", "libera" num tom de ameaça e com a intenção de me intimidar no sentido de que se eu não acatasse a ordem eu seria penalizado, ele chegou a dizer que iria me prender!
Eu não saí, e o colega dele pegou meu irmão pela gola, arrancou sua corrente e quando ele tentou dizer alguma coisa, o colega que discutiu comigo empurrou e acertou meu irmão com o seu cacetete(?).
Fui ao JECrim e à Delegacia localizadas na entrada do Conselho, prestei a ocorrência e solicitei ser atendido pelo Promotor para poder conversar com alguém sensato no sistema. Não fui atendido. (...)fui abordado por um segurança do Inter mandando eu me retirar dali.
Na Delegacia, haviam duas mulheres, sócias do Inter de Curitiba. O voo delas atrasou e elas chegaram somente no intervalo e não foram autorizadas a entrarem no estádio pela Brigada Militar. Estavam indignadas e, uma delas advogada, disse que iria entrar com uma ação contra o clube.
Me desculpem o longo desabafo e também não é minha intenção generalizar todos os policiais, sem sombra de dúvidas existem bons policiais, mas É UM ABSURDO A FORMA COMO A PM TRATA AS PESSOAS! É uma polícia totalmente despreparada que não tenta conversar com ninguém. Simplesmente resolvem tudo na porrada sem tentar pedir para uma pessoa sair de um local se essa é a intenção deles!
(...)
Depois o Presidente da República vem aqui, diz que a polícia bate nas pessoas e o Comandante se ofende, como se estivesse sendo caluniado.
Fui ao DML (...) e, apenas para acrescentar, enquanto aguardava meu irmão no DML, mais um menino, que devia ter no máximo 17 anos, chegou para fazer o exame de corpo de delito, motivo: foi agredido por um policial".

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Vídeo mostrando a Brigada no Estádio Olímpico. O cara é sócio, paga mensalidade, sai de casa angustiado para ver seu time em campo, o jogo rolando e os caras não deixam entrar e, claro, o torcedor que é o violento.



p.s.: até o momento da publicação desse texto, a RBS não mostrou nada sobre a atuação da Brigada, apenas a ESPN que tem um jornalismo um pouco mais independente e não tem medo de criticar ninguém, nem tem o rabo preso com poderosos.

Clique aqui para ler outros textos mais antigos sobre segurança nos estádios.

5 de junho de 2009

Copa 2014: conheça os projetos dos estádios para o mundial

Reportagem exibida no Jornal Nacional de 4 de Junho de 2009.


30 de maio de 2009

Anúncio de Porto Alegre

Dia 31 de Maio a FIFA anunciará as 12 cidades eleitas sedes da Copa do Mundo de 2014. Desde o início desse processo, Porto Alegre já é apontada como uma das "garantidas". Os motivos são obvios: infra-estrutura, proximidade com os países do sul do continente e, claro, tradição de seus clubes.
Assim como o Inter(aqui), também o Grêmio(aqui) estará com uma tenda na Redenção, lugar onde ocorrerá um evento organizado pelo Governo do Estado para acompanhar as notícias vindas da Federação Internacional.
Há algo muito errado e estranho nessa história. Nossos dirigentes estão tratando esse anúncio como "a confirmação da Copa no Beira-Rio", embora já tenham dito diversas vezes que o Beira-Rio está confirmado há um tempo.
Confirmada a cidade, quem indica o Estádio são os governos locais. Eis meu medo. Tanto a Governadora Yeda Crusius, como o Prefeito José Fogaça e o coordenador da Secretaria Especial da Copa (Secopa), José Fortunati são todos gremistas.
Já que estamos adiantados em nível de projeto, não podemos bobear. A única confirmação fática e irrefutável se dará quando nosso Estádio estiver totalmente reformulado, pronto. O Grêmio pode até estar correndo por fora, mas está correndo.

16 de março de 2009

Primeiro jogo sem grades


Além da retirada das grades, os colorados e as coloradas foram recebidas por uma equipe de orientadores na arquibancada aos moldes dos melhores exemplos europeus.

A força deu lugar à palavra. Uma grande revolução no atendimento aos torcedores do Internacional.

Rumo à Copa!


(p.s.: infelizmente, retiro o que eu disse nas linhas acima. Os "orientadores" presentes nos primeiros jogos após a retirada das grades não estavam lá para organizar a arquibancada, manter os corredores como espaço de circulação, sem prejudicar a visibilidade dos torcedores, como eu acreditei, por torcer muito para que um dia isso acontessa no Beira-Rio. Eles estavam lá só para garantir que não haveria "invasão de campo", mesmo tendo um fosso cheio de arame-farpado pela frente. Não estavam lá a serviço do torcedor, mas contra ele. Passados os primeiros jogos, deixaram de executar esse trabalho. Com um agravante: provaram que podem fazer, mas não fazem porque não querem.)

14 de março de 2009

Arame-Farpado começa a fazer parte do passado

Quando iniciei esse blog, nos primórdios de 2007, minha intenção era apenas registrar as opiniões que eu manifestava via Ouvidoria e que nunca foram respondidas. O site do Inter ostentava um esquisito e pouco explicativo projeto de modernização "tendo em vista a possibilidade de o Brasil sediar a Copa de 2014". A possibilidade de conversar com um dirigente era algo totalmente distante mesmo da minha própria imaginação.
Logo que comecei a publicar aqui no Blog aquilo que eu via de desnecessário, errado ou obsoleto no Beira-Rio, tive grande receptividade em centenas de comentários de apoio. Logo surgiu um convite para participar de um tal de "Movimento INTERnet". Aceitei e me engajei, consciênte de que eu poderia colaborar de alguma forma para civilizar o nosso Beira-Rio.
E um símbolo negativo do sonho jamais realizado de Pinheiro Borda (nosso construtor, falecido antes de completar a obra) era o arame-farpado. Uma vã tentativa de fazer um estádio ser auto gerido, sem gastar com seguranças, orientações e punições. Um objeto agressivo que não é usado dessa forma em nenhum grande estádio do Brasil, uma anomalia de arquitetura esportiva (e não é preciso ser arquiteto (como meu caso) para constatar isso.
Sem querer me alongar demais nesse "post", acho que a maioria conhece a história do Movimento INTERnet/BV, que superou sozinho a cláusula de barreira na eleição de Dezembro de 2008 para renovação do Conselho Deliberativo do Internacional, conquistando 25 vagas no Conselho e, principalmente, o respeito de seus pares.
Na última quarta-feira na minha primeira conversa como Conselheiro do Clube com o seu Presidente Vitório Píffero, lembrei de uma frase dita por ele quando da visita do Inspetor da FIFA, Walter Gagg, em Março de 2007. Naquela oportunidade, após criticas do Inspetor aos arames do Beira-Rio, o Presidente declarou na imprensa que os arames sairiam "no momento certo".
Diretor de segurança, Walter Gagg faz registros em foto para seu relatório (Cynthia Vanzella/ZH):
- Atrás de grades vejo somente prisioneiros e animais. Não torcedores - disse, após o seminário de segurança realizado na FGF.
Então perguntei ao Presidente, "a que distância estamos de tirar o arame-farpado do Beira-Rio"? E a receptividade foi imediata, "vou mandar tirar", respondeu ele. Anotou em sua agenda com interesse. Ainda argumentei que temos o jogo da Seleção Brasileira em Abril, que o arame prejudica a visibilidade do torcedor, que temos que ajeitar a casa para receber a ilustre visita e, de cara, mostrar que os colorados são civilizados, enfim, fiz um resumo de tudo que tenho argumentado nesse humilde blog da Internet ao longo desses 2 anos.
Há, ainda, muito detalhe para melhorar no Beira-Rio e que não exigem grandes investimentos, mas que ajudam a torná-lo um ambiente cada vez mais acolhedor, familiar e civilizado para as nossas familias de sócios. Mas hoje, durante a tarde, a equipe de manutenção da Vice-Presidencia de Patrimônio, pos abaixo as grades e seus arames-farpados da social, hoje 14 de Março de 2009.

Dependendo da receptividade e do comportamento da torcida, os demais setores também passarão pela mesma limpeza, o que só contribuirá para a beleza, civilidade e, o principal, RESPEITO com os torcedores que pagam ingresso e, portanto, tem o direito de assistir ao jogo sem obstáculos. Façamos também a nossa parte.

Divisórias

Ilustrando o texto acima, publico as imagens abaixo que mostram as barreiras contra invasão em outros grandes estádios do Brasil. No Beira-Rio, passamos um processo de talvez excesso de cautela e nosso "medo em relaxar" fez com que ao longo de 20 anos ficássemos com cada vez mais arames-farpados.
O que impede invasões é o mesmo que impede, com eficiência, o arremesso de objetos aos gramados: punição ao Clube do praticante do ato. Não fosse assim, teríamos que transformar a arquibancada em uma verdadeira jaula para evitar o arremesso de radinhos de pilhas e derivados ao gramado.
Maracanã, foto Guilherme Mallet:

Engenhão, foto Tiago Vaz:


Couto Pereira, autor desconhecido:


Arena da Baixada, foto Caio de Santi: